Marcelo Pinheiro, conhecido como Marcelo Piloto, acusado de ser um dos líderes do grupo criminoso Comando Vermelho, exigido pela Justiça do Brasil, foi expulso do Paraguai nesta segunda-feira (19).
"Este é mais um episódio em que as autoridades paraguaias e brasileiras, em estreita cooperação poderia resolver por uma questão de segurança pública de particular relevância" lê a carta da Embaixada do Brasil, tornando clara a aproximação diplomática existente entre os dois países.
Marcelo Pinheiro, no Brasil, será processado por tráfico de drogas, roubo, assalto a mão armada, homicídio, associação criminosa, entre outros.
O homem foi transferido do Grupo Especializado da Polícia Nacional para o Grupo Aerotático, de maneira surpresa e sob forte esquema de segurança. A polícia paraguaia levou Marcelo Piloto para Ciudad Del Este, onde em seguida foi entregue à Polícia Federal do Brasil.
O presidente da República, Mario Abdo Benítez, disse que é o responsável pela expulsão de Marcelo Piloto e disse que não quer correr mais riscos e esperar pelo processo de Justiça para que sua extradição seja realizada.
A decisão do presidente foi tomada após o suposto chefe do tráfico ter assassinado no sábado (17), a jovem Lidia Meza Burgos, na sede do Grupo Especial da Polícia Nacional, com o objetivo travar a sua extradição para o Brasil.
Relações entre o Paraguai e o Brasil
No final de outubro, Mario Abdo felicitou Jair Bolsonaro por sua vitória nas eleições no Brasil. A extrema direita governará o Brasil, país vizinho até 2022.
Bolsonaro também se comunicou com Abdo Benítez para expressar suas intenções de fortalecer as relações entre o Brasil e o Paraguai.
"Queremos trabalhar juntos por democracias mais fortes na região, com instituições fortalecidas e sempre buscando a prosperidade de nossos povos!", Disse Abdo Benítez na época.
História de Marcelo Pinheiro
Ele presume-se que Marcelo Piloto retomou o chefe do grupo criminoso denominado Comando Vermelho, operando a partir da região do leste do Paraguai, onde viveu por cinco anos e em seguida, estabeleceu sua base de operações no sul.
De lá, ele coordenou o tráfico internacional de drogas, além de fornecer armas e munição aos seus operadores no Rio de Janeiro, Brasil, de acordo com a investigação contra ele.
O suposto narcotraficante foi encarcerado no Grupo Especializado desde o final de 2017, até a data de sua expulsão do país.
Marcelo Pinheiro Veiga teve duas causas no Paraguai. Um deles em Ciudad Del Este, Alto Paraná, que já foi demitido e a outra causa que se deve à produção de documentos não autênticos.




