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Desenvolvedores voltam a falar sobre jornadas extensivas da Rockstar





A Rockstar voltou ao holofote nesta terça-feira (23) por conta das extensas jornadas de trabalho as quais parte de seus colaboradores foram submetidos ao longo dos Ăºltimos anos.

A polĂªmica havia sido levantado pela primeira vez no começo deste mĂªs, quando Dan Houser, um dos fundadores do estĂºdio, falou sobre episĂ³dios em que a equipe de desenvolvimento de Red Dead Redemption 2 teve que trabalhar 100 horas por semana no jogo – o que na indĂºstria Ă© conhecido como "crunch".

A declaraĂ§Ă£o foi criticada por representantes da indĂºstria e motivou a empresa a liberar seus funcionĂ¡rios para comentarem o caso abertamente – o que resultou em alguns colaboradores defendendo a Rockstar, negando que as jornadas de 100 horas existiam.

Em uma extensa reportagem publicada hoje, no entanto, o Kotaku revelou novos depoimento de 34 funcionĂ¡rios atuais e 43 ex-funcionĂ¡rios da desenvolvedora, que reforçaram a existĂªncia de longas jornadas, que podem durar 80 horas ou mais por semana.

As opiniões sobre a prĂ¡tica do estĂºdio foram mistas: enquanto alguns funcionĂ¡rios aprovam o ambiente de trabalho da Rockstar Games, outros apontam casos de "colapsos mentais" por causa de trabalho.

Para muito dos entrevistados, hĂ¡ um consenso de funcionĂ¡rios trabalham por longos perĂ­odos – em mĂ©dia, 55 a 60 horas por semana –, principalmente em momentos prĂ³ximos a lançamentos.

Ao menos seis funcionĂ¡rios e ex-fncionĂ¡rios citaram que a empresa possui uma "cultura do medo", em grande parte por conta da pressĂ£o ao redor da produtividade.

“HĂ¡ muito medo na Rockstar”, afirmou um ex-funcionĂ¡rio Ă  publicaĂ§Ă£o. "Medo de ser demitido, medo de baixo desempenho, medo de ser gritado, medo de entregar um jogo de merda. Para algumas pessoas, o medo Ă© um grande motivador, para outros apenas incita a rebeliĂ£o".

Outros, no entanto, indicam que nunca experimentaram esse ambiente da companhia, sugerindo que isso poderia depender do departamento ou gerente.

Outra crĂ­tica feita ao estĂºdio Ă© a prĂ¡tica de apenas listar nos crĂ©ditos de um jogo funcionĂ¡rios que permanecem na Rockstar atĂ© a conclusĂ£o do game. Na prĂ¡tica, isso significa que muitos colaboradores temiam ser demitidos antes do fim de um jogo e nĂ£o ter seu trabalho reconhecido. A prĂ¡tica foi confirmada por Jennifer Kolbe, diretora de publishing da companhia.

Por fim, mĂºltiplas das fontes do site citaram que uma das formas atravĂ©s das quais as horas extras sĂ£o compensadas Ă© os bĂ´nus da companhia – que variam de acordo com a performance do funcionĂ¡rio e o sucesso dos games lançados.

Ex-funcionĂ¡rios da empresa, por exemplo, reportam bĂ´nus de cinco dĂ­gitos apĂ³s o lançamento de Red Dead Redemption, enquanto os bĂ´nus apĂ³s o lançamento de Max Payne 3 foram considerados abaixo do esperado.
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